Pilé, faleceu aos 62 anos

Faleceu na manhã deste sábado (21), às 6h30, Francisco Moraes de Lima conhecido por todos como Pilé.

Ele tinha 62 anos e deixa a companheira Irma Delfino com quem conviveu 15 anos.

O velório será hoje das 17h30 as 20h e domingo das 8h as 10h, por questão do Coronavírus.

Era filho de Maria Olina Moraes de Lima (1924/2017) e Joaquim Alves de Lima funcionário da Estrada de Ferro Sorocaba.

Irmão de Aparecida Moraes de Lima que faleceu, aos 63 anos, em 22 de maio de 2019. Pilé estava internado em Sorocaba desde o dia 6 de março após o rompimento de uma hérnia inguinal.

Ocorreram complicações e desde então foram necessárias mais quatro cirurgias de emergência.

Pilé foi um dos grande amigos que encontrei no futebol da nossa cidade. Zagueiro voluntarioso por conta do porte físico destacou-se no futebol de São Roque principalmente no Paulistano, mas também passou por outras equipes.

Defendeu o Paulistano nas duas primeiras partidas no futebol profissional, em 1986, no Campeonato Paulista da Terceira Divisão contra o Embu e Taboão (São Bernardo do Campo), em jogo no ABC. O Tricolor fez sua estréia no profissional atuando no seu campo na Vila Aguiar goleando o Embu por 7×1.

Pelo que recordo, foi o único jogo do time profissional em seu campo porque naquele domingo o estádio municipal “Quintino de Lima” não foi liberado por conta da realização da Festa do Vinho.

Pilé nasceu em Mairinque (24 de setembro de 1957) e morou na rua Henrique Scheveng (centro) e no Bairro Três Lagoinhas, onde começou a jogar no time do Zé Pedro. Ainda em Mairinque passou pelo Cruzeiro (time do Argeu Xavier de Jesus), Flamenguinho e Ferrovirária. Em São Roque, em morou na rua Floriano Peixoto (centro) e depois na rua José Henrique da Costa (Cambará).

Pilé criou grande relação com o Cambará, onde participou ativamente da escola de samba Juca (Juventude Unida do Cambará). Mas foi no esporte que Pilé teve grande atuação com a criação do Cambará Futebol de Salão com o apoio de Mario Luiz Sabatini, equipe que projetou uma garotada de talento.

“A quadra da escola Barão de Piratininga vivia lotada. Ali jogaram bons nomes do futebol de São Roque. Baiano, Zetão, Jairo, Toni, Doni, Luizão Luques, Bandéia, Tiririquinha, Zequinha, Fio Manoel, Betinho e tanta gente boa de bola”, disse Pilé em entrevista para a coluna Galeria, em 26 de setembro de 2003) que escrevia no Jornal da Economia.

Antes do Paulistano, Pilé jogou no Musa (Mocidade Unida do Santo Antonio) e Corintinha. São Roque e região perderam um grande apaixonado pelo futebol e pelo carnaval.

Pilé durante anos trabalhou na distribuição de jornais e assinaturas e nos últimos anos, dedicava-se ao passeios de moto.

Por Vander Luiz.

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